Direito autoral X Direito ao acesso da informação

16 Maio, 2009

Na quarta feira passada, a Polícia Civil interditou vários estabelecimentos reprográficos na UFPE, onde foram apreendidas todas as pastas dos professores, e como conseqüência algumas copias de livros clássicos do design como Manzini, Papanek e Kazazian foram parar na delegacia.

O episodio tem sido motivo de debate sobre a violação dos direitos autorais X direitos ao acesso da informação, e conforme foi  comentado por nossos amigos do Acerto de Contas, levanta ainda uma outra polêmica sobre a demanda nas bibliotecas das universidades federais:

a prática da cópia de mais de 10% de uma obra é ilegal, constituindo pirataria. Porém, além das polêmicas que envolvem os debates sobre o livre acesso à informação, existe ainda o fato de que as bibliotecas dos Centros são insuficientes para atender à demanda dos alunos que, por sua vez, não possuem condições financeiras para comprar os livros.

No caso dos livros de design, sabemos que além de costosos, muitos dos autores classicos como Papanek, Alexander, Manzini ou Bonsiepe, simplesmente encontram-se esgotados. Autores mais recentes, como Shedrof, ou Sterling, têm livros que, para chegar a uma biblioteca pública federal deverão passar por um longo e tortuoso caminho burocrático.

Sem duvidas, com a ajuda das novas tecnologias e da internet, novos comportamentos e formas de distribuição do conhecimento começam a emergir; e uma discussão ainda mais polêmica sobre os direitos de autor começa a ser configuada.


Crise no mundo: o nosso almoço tá garantido

7 Dezembro, 2008

“Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?

É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.

Os slides se sucedem.

Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens.

No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá
sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se
sucederam nas nações mais poderosas do planeta.

Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o
problema da fome no mundo.

Resolver?
Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em
nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que
sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da
cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para
salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e
não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.

Se quiser, repasse, se não, o que importa?

O nosso almoço tá garantido mesmo…

O texto foi escrito por Mentor Muniz Neto, atual vice-presidente executivo e sócio-diretor da Bullet – Agência de Publicidade.


Todos somos designers!

7 Novembro, 2008
eu sou designer

eu sou designer


O design do Futuro

12 Maio, 2008

Em uma recente entrevista publicada na revista Continuum , o historiador Rafael Cardoso Denis fala sobre o design do futuro. Explica que  “o design tende a se afastar da materialidade e caminhar em direção à experiência, ao uso e à emoção. Cada vez mais os objetos de design serão imateriais.”

Sem querer querendo, o autor cita duas questões que futuramente serão tema de discussão em design  a sustentabilidade e a experiencia do usuário, mais não como duas temáticas distintas, mas sim como a convergência do que será o design do futuro . Ou seja, o design de sistemas de produtos e serviços sustentáveis.


Geladeira por R$ 5 reais!

2 Maio, 2008

No seu livro as 10 faces da inovação, Tom Kelley conta a historia de Muhammed Bah Abba, um empreendedor Nigeriano que teve uma brilhante, mais simples idéia.

Descendente de uma família de oleiros, Bah Abba queria criar uma forma de evitar que os alimentos estragassem com tanta rapidez no intenso calor africano. Ele começou a adaptar vasos de cerámica até que deparou com algo notável.

Quando colocava um pote dentro de outro, preenchendo o espaço entre os dois com areia úmida, a água existente naquela camada intermediaria evaporava  em direção a face externa do pote interior, refrigerando os legumes e verduras. Um fenômeno físico conhecido como evaporative cooling

Logo de dois anos, Bah Abba aperfeiçoou sua geladeira cerâmica, ganhando vários prêmios internacionais e fazendo com que milhares de aldeões nigerianos tivessem uma melhoria de vida com uma inovação de brilhante simplicidade.


O ponteiro é o de menos?

28 Abril, 2008

Em um post anterior falávamos sobre formas diferentes de medir o tempo. Pois achei uma reportagem sobre o tema numa velha revista Veja (daquelas que repousam nas salas dos consultórios médicos) apresentando uma serie de propostas interessantes:

  1. O Equalizer, da Tokyoflash, usa um efeito em 3D para imitar os mostradores de aparelhos de som.
  2. A Nooka se inspirou na barra de download dos PCs para criar o modelo Zen-H.
  3. No Think the Earth, da Seiko, a hora é marcada pelo globo, que imita a rotação da Terra.
  4. O modelo Alien, da Android, foi inspirado nos ETs dos filmes de ficção científica.
  5. O O-ring Digi foi projetado pelo francês Philippe Starck para a Fossil. No mostrador, o círculo indica os minutos.

Segundo a reportagem, as novas tendencias começam a surgir como resposta a estagnação do mercado de relógios de pulso, que apresenta uma queda constante nas vendas desde o inicio da década, pois para alguns jovens, os relógios de pulso adquiriram um certo ar de coisa do tempo de seus pais.

Diante da ameaça de seu produto cair em desuso, muitos fabricantes estão agora empenhados em projetos para tentar transformar o relógio em objeto de desejo. Alguns deles até aceitaram que ele deve servir mais como adorno do que para ver as horas. O resultado são peças inusitadas e, algumas delas, extravagantes. Todas elas produzidas por famosos designers como Philippe Stark ou Issey Miyake. Em certos modelos, inteirar-se das horas fica até em segundo plano. O principal é causar sensação com a estranheza do relógio.

P.S. ver tambem a reportagem “time pieces” com mais propostas


Nooka: uma forma diferente de medir o tempo

22 Abril, 2008

No universo dos relógios de pulso, a hora é marcada de duas formas analógica ou digital. Um display analógico mede o tempo por meio de dois ou trés ponteiros que giram 360 graus oa redor de um eixo central. Já um display digital apresenta uma seqüência de números de 0 a 12para as horas e de 0 a 59 minutos.

Finalmente temos uma nova proposta. Os relógios NOOKA desafiam as tradicionais marcas suíças e japonesas com propostas radicais de displays, feitos ao gosto de cada um.


Como reduzir as emissoes de CO2

2 Abril, 2008

comoreduciremissoes.jpg

Cientistas advertem que as emissões atuais de CO2 devem ser reduzidas pelo menos na metade nos próximos 50 anos. Em um recente artigo publicado na revista Science, os pesquisadores Robert Socolow e Stephen Pacala definiram 15 medidas estabilizadoras para alcanzar esse objetivo.

Segundo a infografia (National Geographic), cada medida para a redução de emissões de carbono diminuira aproximadamente 1000 milhões de toneladas ao ano. Segundo a dupla de pesquisadores, adotar qualquer combinação de essas estratégias, equivalente a 12 medidas, poderia reduzir as emissões pela metade.


Tênis fabricado com materiais reciclados

25 Março, 2008

 trashtalktenis.jpg

A Nike apresentou mais um novo modelo de tênis. E que têm de interessante?

No seu novo discurso “sustentável”, a empresa começou a explorar formas alternativas de produzir sapatos a partir idéias inovadoras que utilizem materiais “ambientalmente preferíveis” e processos de manufatura sustentáveis.

O Trash Talk, é um exemplo do que pode ser feito a partir das sobras do processo normal de fabricação de tênis:

No Trash Talk, a parte superior foi feita com pedaços de couro e couro sintético unido com costura zig-zag. Já o solado utiliza restos de espuma e borracha reciclada. O conjunto tudo vem em uma linda caixa de papelão que por sinal também é reciclável.

Segundo a empresa, a iniciativa de pesquisar produtos com menor impacto ambiental começou no ano 1993 com o programa Nike Grind. No site  podem ser apreciados outros modelos de sapatos fabricados com os mesmos critérios de baixo impacto ambiental, como o Considered Boot e o ACG Soaker. 


Reciclagem de óleo em Recife

9 Janeiro, 2008

Você sabia que 1 litro de óleo de cozinha quando descartado de forma inadequada no meio ambiente, atinge os rios, prejudicando a impermeabilização dos leitos e terrenos do entorno e contribuindo para a ocorrência de enchentes?

Pois finalmente em Recife e outras cidades brasileiras, algumas empresas como a rede de supermercados Pão de Açúcar, começam a oferecer programas de reciclagem do óleo de cozinha.

O óleo deve ser armazenado em uma garrafa PET (aquelas de refrigerante) e depositado no coletor marrom  localizado nas estações de reciclagem do supermercado.

Já o Banco Real oferece o serviço de coleta de pilhas e baterias em todas suas agências, e as lojas Bompreço também estão com pontos de reciclagem de lixo (papel, metal, vidro e plástico).